Em comemoração as festividades de São João neste sábado (23) em especial o centro não funcionará, portanto não teremos a Reunião Doutrinária. A partir de segunda (25) volta a funcionar normalmente.
Desde já agradecemos a compreensão de todos vocês, e desejamos um são joão com muita paz!
Fiquemos com Deus.
Este espaço foi criado para compartilhar momentos, trocar idéias, difundir a doutrina Espírita e dar visibilidade ao CEABON.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Justiça e discurso
As pessoas costumam discursar a respeito da justiça.
Em geral, o que não agrada é tido como injusto.
Esse hábito em muito se assemelha à forma pela qual as crianças veem o mundo.
O discurso infantil é centrado no atendimento dos próprios desejos.
Qualquer obstáculo é visto como indevido.
Essa infantilidade no modo de perceber o mundo se reflete nos mais variados contextos.
No trabalho, o designado para desempenhar uma tarefa árdua ou dar uma notícia desagradável sente-se injustiçado.
Dentre os filhos, se um precisa devotar mais tempo a pais velhos ou enfermos, a percepção costuma ser essa.
Esse sentir focado no egoísmo também assume outros contornos.
Ganha importância na sociedade a cultura da indenização.
Ao menor transtorno, busca-se responsabilizar o pretenso causador.
Em face de desentendimentos, procura-se colocar tudo em pratos limpos.
É como se ninguém estivesse disposto a compreender, a contemporizar e a perdoar.
Contudo, o discurso da busca de justiça muitas vezes disfarça o sentimento de vingança.
No mundo, muitos crimes se praticam sob a justificativa de se estar fazendo ou buscando justiça.
Para quem se afirma cristão, é imperioso refletir um pouco antes de trilhar esse caminho.
Jesus sempre se posicionou com bastante firmeza.
Defendeu a mulher adúltera, em face de quem queria apedrejá-la.
Sustentou com vigor que o templo fosse utilizado de forma santa, em vez de se converter em um mercado.
Ele se mantinha vigilante em todos os atos alusivos à justiça para com os outros.
Nunca lhe faltou coragem e nem capacidade de argumentação.
Contudo, quando encaminhado à cruz, não clamou pela justiça dos homens.
Ao assim agir, sinalizou a grandeza que existe em abdicar das próprias razões, em prol de um objetivo maior.
Por certo, tal atitude não implicou desconsideração para com o trabalho dos juízes honestos no mundo.
Mas estabeleceu um padrão de prudência para todos os discípulos de seu evangelho.
Quando em pauta interesses alheios, é importante atentar para o estrito cumprimento dos imperativos legais.
Entretanto, quando os assuntos difíceis e dolorosos envolvem o eu, convém moderar os impulsos de reivindicação.
A visão humana é incompleta para perceber a extensão dos dramas que se apresentam.
Muitas vezes, a aparente injustiça que se vive representa o resgate de graves equívocos do passado.
É difícil ter certeza quanto à própria posição perante a vida, considerada nos termos mais vastos de várias encarnações.
Na dúvida, a abstenção de reclamos é uma medida a ser considerada.
Antes de discursar contra qualquer injustiça pessoal, pense nisso.
Fonte: Redação do Momento Espírita, com base no cap. 18, do livro Missionários da luz, pelo Espírito André Luiz, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
O Aborto na Visão Espírita
A Doutrina Espírita trata clara e
objetivamente a respeito do abortamento, na questão 358 de sua obra básica O
Livro dos Espíritos, de Allan Kardec:
Pergunta
- Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?
Resposta
- "Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer
que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu
nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria
de instrumento o corpo que se estava formando."
Sobre os direitos do ser humano, foi
categórica a resposta dos Espíritos Superiores a Allan Kardec na questão 880 de
O Livro dos Espíritos:
Pergunta
- Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?
Resposta
- "O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de
seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência
corporal."
Inicio da vida
humana
Para a Doutrina Espírita, está claramente
definida a ocasião em que o ser espiritual se insere na estrutura celular,
iniciando a vida biológica com todas as suas consequências. Na questão 344 de O
Livro dos Espíritos, Allan Kardec indaga aos Espíritos Superiores:
“Pergunta
- Em que momento a alma se une ao corpo”?
Resposta
- "A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do
nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar
certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai
apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o
recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos
de Deus."
As ciências contemporâneas, por meio de
diversas contribuições, vêm confirmando a visão espírita acerca do momento em
que a vida humana se inicia. A Doutrina Espírita firma essa certeza definitiva,
estabelecendo uma ponte entre o mundo físico e o mundo espiritual, quando
oferece registros de que o ser é preexistente à concepção, bem como
sobrevivente à morte biológica.
A tese da reencarnação, que o Espiritismo
apresenta como eixo fundamental para se compreender a vida e o homem em toda
sua amplitude, hoje é objeto de estudo de outras disciplinas do conhecimento
humano que, através de evidências científicas, confirmam a síntese filosófica do
Espiritismo: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a
Lei."
Assim, não se pode conceber o estudo do
abortamento sem considerar o princípio da reencarnação, que a Parapsicologia
também aborda ao analisar a memória extracerebral, ou seja, a capacidade que
algumas pessoas têm de lembrar, espontaneamente, de fatos com elas ocorridos,
antes de seu nascimento. Dentro da lei dos renascimentos se estrutura, ainda, a
terapia regressiva a vivências passadas, que a Psicologia e a Psiquiatria utilizam
no tratamento de traumas psicológicos originários de outras existências,
inclusive em pacientes que estiveram envolvidos na prática do aborto.
Aborto terapêutico
O procedimento abortivo é moral somente numa
circunstância, segundo O Livro dos Espíritos, na questão 359, respondida pelos
Espíritos Superiores:
Pergunta
- Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela,
haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda? Resposta -
"Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar- se o
que já existe."
(Os
Espíritos referem-se, aqui, ao ser encarnado, após o nascimento.)
Com
o avanço da Medicina, torna-se cada vez mais escassa a indicação desse tipo de
abortamento. Essa indicação de aborto, todavia, com as angústias que provoca,
mostra-se como situação de prova e resgate para pais e filhos, que experimentam
a dor educativa em situação limite, propiciando, desse modo, a reparação e o
aprendizado necessários.
Aborto por estupro
Justo é se perguntar se foi à criança que
cometeu o crime. Por que imputar lhe responsabilidade por um delito no qual ela
não tomou parte?
Portanto,
mesmo quando uma gestação decorre de uma violência, como o estupro, a posição
espírita é absolutamente contrária à proposta do aborto, ainda que haja
respaldo na legislação humana.
No caso de estupro, quando a mulher não se
sinta com estrutura psicológica para criar o filho, cabe à sociedade e aos
órgãos governamentais facilitar e estimular a adoção da criança nascida, ao
invés de promover a sua morte legal. O direito à vida está, naturalmente, acima
do ilusório conforto psicológico da mulher.
Aborto
"EUGÊNICO" ou "PIEDOSO"
A questão 372 de O Livro dos Espíritos é
elucidativa:
Pergunta
- Que objetivo visa a providência criando seres desgraçados, como os cretinos e
os idiotas?
Resposta
- "Os que habitam corpos de idiotas são Espíritos sujeitos a uma punição.
Sofrem por efeito do constrangimento que experimentam e da impossibilidade em
que estão de se manifestarem mediante órgãos não desenvolvidos ou
desmantelados."
Fica
evidente, desse modo, que, mesmo na possibilidade de o feto ser portador de
lesões graves e irreversíveis, físicas ou mentais, o corpo é o instrumento de
que o Espírito necessita para sua evolução, pois que somente na experiência
reencarnatória terá condições de reorganizar a sua estrutura desequilibrada por
ações que praticou em desacordo com a Lei Divina. Dá-se, também, que ele
renasça em um lar cujos pais, na grande maioria das vezes, estão comprometidos
com o problema e precisam igualmente passar por essa experiência reeducativa.
Aborto econômico
Esse aspecto é abordado em O Livro dos
Espíritos, na questão 687:
Pergunta
- Indo sempre a população na progressão crescente que vemos, chegará tempo em
que seja excessiva na Terra?
Resposta
- "Não, Deus a isso provê e mantém sempre o equilíbrio. Ele coisa alguma
inútil faz. O homem, que apenas vê um canto do quadro da Natureza, não pode
julgar da harmonia do conjunto."
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap.
XXV, a afirmativa de Allan Kardec é esclarecedora: "A Terra produzirá o
suficiente para alimentar a todos os seus habitantes, quando os homens souberem
administrar, segundo as leis de justiça, de caridade e de amor ao próximo, os
bens que ela dá. Quando a fraternidade reinar entre os povos, como entre as
províncias de um mesmo império, o momentâneo supérfluo de um suprirá a
momentânea insuficiência de outro; e cada um terá o necessário."
Convém destacar, ainda, que o homem não é
apenas um consumidor, mas também um produtor, um agente multiplicador dos
recursos naturais, dominando, nesse trabalho, uma tecnologia cada vez mais
aprimorada.
O direito da mulher
Invoca-se o direito da mulher sobre o seu
próprio corpo como argumento para a descriminalização do aborto, entendendo que
o filho é propriedade da mãe, não tem identidade própria e é ela quem decide se
ele deve viver ou morrer.
Não há dúvida quanto ao direito de escolha
da mulher em ser ou não ser mãe. Esse direito ela o exerce, com todos os
recursos que os avanços da ciência têm proporcionado, antes da concepção,
quando passa a existir, também, o direito de um outro ser, que é o do
nascituro, o direito à vida, que se sobrepõe ao outro.
Estudos científicos recentes demonstram o
que já se sabia há muito tempo: o feto é uma personalidade independente que
apenas se hospeda no organismo materno. O embrião é um ser tão distinto da mãe
que, para manter-se vivo dentro do útero, necessita emitir substâncias
apropriadas para neutralizar as que são produzidas pelo organismo da hospedeira
com o objetivo de expulsá-lo como corpo estranho.
Consequência do
Aborto
Após o abortamento, mesmo quando
acobertado pela legislação humana, o Espírito rejeitado pode voltar-se contra a
mãe e todos aqueles que se envolveram na interrupção da gravidez. Daí dizer
Emmanuel (Vida e Sexo, psicografado por Francisco C. Xavier, cap. 17, ed. FEB):
"Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso,
para reconhecermos nele um dos fornecedores das moléstias de etiologia obscura
e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos
departamentos de hospitais e prisões".
Mulher e homem acumpliciados nas ocorrências
do aborto criminoso desajustam as energias psicossomáticas com intenso
desequilíbrio, sobretudo, do centro genésico, implantando nos tecidos da
própria alma a sementeira de males que surgirão a tempo certo, o que ocorre não
só porque o remorso se lhes entranha no ser, mas também porque assimilam,
inevitavelmente, as vibrações de angústia e desespero, de revolta e vingança
dos Espíritos que a lei lhes reservava para filhos.
Por isso compreendem-se as patologias que
poderão emergir no corpo físico, especialmente na área reprodutora, como o
desaguar das energias perispirituais desestruturadas, convidando o protagonista
do aborto a harmonizar com a própria consciência.
No reajuste
Ante
a queda moral pela prática do aborto não se busca condenar ninguém. O que se
pretende é evitar a execução de um grave erro, de consequências nefastas, tanto
individual como socialmente, como também sua legalização. Como asseverou Jesus:
"Eu também não te condeno; vai e não tornes a pecar." (João, 8:11.)
A proposta de recuperação e reajuste que o
Espiritismo oferece é de abandonar o culto ao remorso imobilizador, a culpa
autodestrutiva e a ilusória busca de amparo na legislação humana, procurando a
reparação, mediante reelaboração do conteúdo traumático e novo direcionamento
na ação comportamental, o que promoverá a liberação da consciência, através do
trabalho no bem, da prática da caridade e da dedicação ao próximo necessitado,
capazes de edificar a vida em todas as suas dimensões.
Proteger e dignificar a vida, seja do embrião,
seja da mulher, é compromisso de todos os que despertaram para a compreensão
maior da existência do ser.
Agindo
assim, evitam-se todas as consequências infelizes que o aborto desencadeia,
mesmo acobertado por uma legalização ilusória. "O amor cobre a multidão de
pecados", nos ensina o apóstolo Pedro (I Epístola, 4:8).
Fonte:
Texto extraído da revista Reformador de Fevereiro de 2000.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Palestra de hoje ! Convivendo com os diferentes.
Hoje teremos palestra com o expositor Marquito com o tema "Convivendo com os diferentes".
Não percam!!!!
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