sábado, 31 de março de 2012

Quer saber mais sobre REENCARNAÇÃO?
Não deixe de participar do nosso Seminário " A Beleza de ser um Eterno Aprendiz." que será realizado do dia 11 a 14 de Abril, a parti das 19:30h.
Esperamos todos vocês.
A paz do mestre Jesus esteja conosco!


"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação" - Emmanuel.


segunda-feira, 26 de março de 2012

Programação Seminário!


Horário: 19:30 ás 21:00
11/04/12  - Quarta-feira
Momento Musical: Léo Ventura
Reencarnação
·  Conceito
·  Histórico
·  Reminiscências
·  Reencarnação x ressurreição
Expositor (a): Henrique Guimarães
Musica tema: Eterno aprendiz
(Gonzaguinha)

12/04/12-Quinta-feira
Momento Musical: Moacy Mendes
Pesquisas sobre Reencarnação
· Regressão de memória
· Memória espontânea na infância
· Memórias do feto
· Terapia de vidas passadas
 Expositor (a): Naná Rapadura
Musica tema: Vôo Cego
( Jorge Vercillo)

13/04/12 - Sexta –feira
Momento Musical: Grupo de Canto Cáritas
Psicologia e Reencarnação
· Sonhos
· Sexualidade
· Psicologia Infantil
· Psicotestes
Expositor (a): Marco Aurélio
Música tema: Encontros e despedidas
(Milton Nascimento)

14/041/12– Sábado
Momento Musical: Gabriel Musse
Reencarnação e Justiça Divina
· Esquecimento do passado
· Planejamento da Reencarnação
· Processamento da reencarnação
· União do Espírito com o corpo
Expositor (a): Carlos Pacheco
Musica tema: Como diria Blavatsky
( Jorge Vercillo)

Esperamos contar com a presença de todos.

domingo, 25 de março de 2012

Prática espírita


    Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.
A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.
    O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.
  O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.
     A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem. 
Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.
   O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.

Texto extraído do portal www.febnet.org.br, da Federação Espírita Brasileira).

quarta-feira, 21 de março de 2012

A VISÃO ESPÍRITA DA SÍNDROME DE DOWN


    É preciso compreender que existe amor e misericórdia na Lei de Ação e Reação, afinal Deus - justo e onipotente - não poderia ser ao mesmo tempo vingativo.Sua perfeição está caracterizada na própria Criação, regida por leis fraternas e imutáveis.
   É assim que destinados que somos à felicidade como Espíritos imortais, a bondade divina se faz presente justamente nas inúmeras oportunidades de recomeço que nos são concedidas através das reencarnações.
Assim, podemos vivenciar em efeitos iguais, experiências diversas e advindas de causas diferentes. Totalmente errado, portanto, julgarmos a história de cada Espírito na relatividade da matéria, pela aparência do corpo físico, que serve apenas de roupagem para a manifestação da sua essência inteligente.
   Somos criaturas únicas em processos particulares de evolução, rumo à perfectibilidade - cada qual a seu tempo, com seu entendimento e à sua maneira - o que já demonstra por si só que poderemos até ter "aparentemente" os mesmos defeitos, o que não quer dizer - em hipótese alguma — que tenhamos sido agentes das mesmas causas.
  Cada caso é um caso. Cada aprendizado é único. Cada qual evolui da melhor forma que lhe aprouver, que lhe seja permitido e escolhido, tendo invariavelmente a Lei do Amor SEMPRE a nos direcionar os passos.
    Leia abaixo a análise espírita do neurologista Dr. David Monducci.
Com respostas objetivas, à luz do Espiritismo, ele esclarece dúvidas comuns e muito importantes em relação à Síndrome de Down, um assunto que vem sendo explorado com bastante evidência pela mídia atualmente.
1° COMO PODEMOS EXPLICAR A SÍNDROME DE DOWN, SEGUNDO O ESPIRITISMO?
Resp: Nascer portador de SD é uma provação ou uma expiação para o Espírito COMO QUALQUER OUTRO TIPO DE PROGRAMAÇÃO REENCARNATÓRIA.
Não se trata de punição ou de castigo, idéias que não fazem parte do corpo doutrinário espírita.
O Espírito é livre para escolher, com aqueles que estarão ao seu lado, que tipo de experiências serão mais produtivas para o seu progresso espiritual.
 2° PRECISA SER DESSA FORMA?
Resp: A forma pouca interessa ao Espírito.O importante é o resultado a ser atingido.
Para tanto pode-se escolher uma forma que permita grandes conquistas no menor tempo possível, o que demanda um grande esforço, ou formas que ofereçam conquistas pequenas ao longo de um grande intervalo de tempo mas que exijam pouco esforço. A forma está sempre a serviço do Espírito.
 3° SE O OBJETIVO DA REENCARNAÇÃO É EVOLUIR, COMO APRENDER BEM COM UM INSTRUMENTO (CORPO FÍSICO) LIMITADO?
Resp: Antes de mais nada é imprescindível termos em mente que o objetivo da reencarnação é de atender os imperativos da evolução espiritual. Neste contexto ao lado do aprendizado científico há as lições morais que o Espírito deve aprender para evoluir.Ao reencarnar em um corpo com limitações físicas, o Espírito estará automaticamente matriculando-se em curso de aprendizado moral.
 As limitações impostas pela Síndrome de Down são para o corpo e NÃO PARA O ESPÍRITO.
Nestas condições o Espírito terá oportunidade de se dedicar ao aprendizado das lições morais como a paciência, a resignação, a humildade, a simplicidade, poderá aprimorar a sua determinação no cumprimento de um objetivo, trabalhará a sua força de vontade e a sua capacidade de ser perseverante.
 4° É CERTO DIZER QUE O PORTADOR DE DOWN ESTÁ RECEBENDO AQUILO QUE PLANTOU?
Resp: Depende.
Quando se diz que a "semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória" estamos usando uma imagem metafórica da lei de ação e reação. O Espírito é livre para agir segundo a sua vontade, entretanto, cada ação nossa gera um efeito e nós somos os responsáveis por esse efeito.
Os companheiros que ainda se encontram presos à ignorância semeiam espinhos.É certo que deverão colher espinhos querendo ou não.Para estes a colheita deverá ser compulsória até porque eles mesmos ainda não despertaram para as consequências das ações praticadas.
Ao experimentarem a consequência das próprias ações terão a oportunidade de aprender a fazer melhores escolhas no futuro. Para os Espíritos com graus medianos de evolução a semeadura geralmente é de boas sementes que podem ser perdidas por negligência ou por omissão durante o trabalho.
O portador de Down até poderia ser algum Espírito que tivesse plantado espinhos, todavia o seu pouco nível evolutivo não o habilitaria a colheitas proveitosas nestas circunstâncias.
Quem verdadeiramente se beneficiaria deste tipo de colheita seria um grupo de evolução mediana que quisesse fazer um curso intensivo para recuperar tempo perdido com colheitas fúteis.
 5° QUEM É O CULPADO QUANDO UMA CRIANÇA NASCE COM SÍNDROME DE DOWN, O ESPÍRITO REENCARNANTE OU OS SEUS PAIS?
Resp: A palavra culpa é de origem latina e designa as idéias de falha, defeito, imperfeição, prejuízo ou dano. Se por culpado entendemos a idéia arquetípica de ofensa a Deus e de queda do Paraíso por causa do pecado original, então ninguém é culpado.
Se por culpado entendemos e reconhecemos os nossos erros, as nossas falhas e os nossos defeitos, então todos somos de alguma forma culpados.
Como vivemos em sociedade, os erros e as falhas geralmente são cometidas em grupo.
Neste caso a oportunidade de reparar os erros e de fazer as coisas certas é oferecida ao grupo. Todos estão convidados a participar da obra de construção do bem.
Cada um de nós é livre para participarmos desta obra dentro das nossas próprias capacidades e méritos.
 6° POR QUE OS ESPÍRITOS NÃO AUXILIAM PARA QUE NÃO HAJA "ERRO" NA COMBINAÇÃO DOS CROMOSSOMOS?
Resp: A pergunta seria procedente se o acaso existisse.
Todavia como o acaso não existe NÃO há nenhum "erro" na combinação dos cromossomos.
O que existe é a combinação necessária para atender a programação reencarnatória de um grupo de Espíritos, onde cada um se revestirá do corpo físico que melhor possa serví-lo no trabalho de REFORMA ÍNTIMA. O objetivo da reencarnação é evoluir.
 7° COMO É O PERISPÍRITO DE UM PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN?
Resp: Não dispomos de informações confiáveis para dar uma resposta final a esta pergunta.
Mas podemos especular um pouco sobre a questão.
Se pensarmos no perispírito apenas como o Modelo Organizador Biológico - MOB - deveremos supor que ele apresentará a configuração típica dos pacientes com SD para que o corpo físico se desenvolva dentro dos parâmetros devidos.
Tal configuração deverá ser adotada no plano espiritual, através da capacidade de plasticidade do perispírito, antes do processo reencarnatório.
Se pensarmos no perispírito apenas como o corpo espiritual este reflitirá o nível evolutivo do Espírito e, portanto, terá a forma que aquele desejar.
Não é o hábito que faz o monge.
 8° QUANDO EVOLUIRMOS ESPIRITUALMENTE, AS SÍNDROMES DEIXARÃO DE EXISTIR? OU SEJA, ESSA "FALHA" GENÉTICA SÓ EXISTE EM FUNÇÃO DA NOSSA SITUAÇÃO EVOLUTIVA?
Resp: Mais ou menos.
As formas físicas e os meios nos quais elas estão inseridas existem para atender às necessidades evolutivas do Espírito. À medida que o Espírito evolui, mudam as necessidades e com elas mudam as formas.
 9° COMO O ESPÍRITO ATUA PARA "BURLAR" A GENÉTICA? AFINAL, ESSA CIÊNCIA NÃO É EXATA?
Resp: O Espírito não pode "burlar" a genética por que ela está dentro das leis da natureza, e as leis da natureza são as leis de Deus.
O nosso conhecimento sobre genética ainda é pequeno e permanece restrito apenas ao campo físico. Se ainda não conhecemos os segredos da genética no nosso nível, como poderemos pretender compreendê-la perante o conhecimento da espiritualidade superior???
10° COMO ESPÍRITAS, QUE LIÇÃO NOS TRAZEM OS PORTADORES DE DOWN?
Resp: São companheiros de muita coragem, dignos do maior respeito, que escolheram um caminho de evolução que muitos não ousaríamos trilhar.
Todos somos instrumentos e ao mesmo tempo estamos inseridos na grande Lei:
"Amai ao próximo como a vós mesmos".


DR. DAVID MONDUCCI - Jornal Espírita - outubro/2006 

"NÃO TEM FUNDAMENTO A IDEIA DE QUE OS DEFICIENTES MENTAIS TERIAM UMA ALMA INFERIOR. ELES TÊM UMA ALMA HUMANA, MUITAS VEZES MAIS INTELIGENTE DO QUE PENSAIS, QUE SOFRE DA INSUFICIÊNCIA DOS MEIOS QUE TEM PARA SE MANIFESTAR, ASSIM COMO O MUDO SOFRE POR NÃO PODER FALAR."

O QUE É SÍNDROME DE DOWN?


    A palavra síndrome deriva do grego "sindromé" e significa a ação de reunir tumultuosamente, que correm juntos. 
    Em medicina, indica o conjunto de sinais e sintomas que podem ser observados em processos patológicos diferentes, em um determinado tempo, e que definem um estado mórbido.
Numa síndrome, todos os sinais e sintomas encontram-se entrelaçados pela genética, pelos fatores causais e pela patologia, indicando um distúrbio funcional com particularidades anatômica, física ou bioquímica.
Com relação à cura e ao prognóstico, estes dependerão do tipo de síndrome que o paciente possua. A Síndrome de Down (SD) é uma anomalia cromossômica caracterizada pela existência de uma terceira cópia do cromossomo 21. Tal característica é o que determina o nome científico desta variação como 'trissomia do 27'. A SD é a causa mais comum de dificuldades do aprendizado.
   Evidências históricas indicam que provavelmente sempre tenha havido pessoas com a SD. Há indícios de pessoas com SD na cultura dos Olmecas, que viveram no México entre 1500 a.C. e 300 d.C. O registro arqueológico mais antigo de Down foi derivado de escavações de um crânio apresentando mudanças estruturais vistas nestes indivíduos e datado do século VII, encontrado no Reino Unido.
   Segundo alguns pesquisadores, como Siegfried M. Pueschel, muitos artistas da Idade Média e do Renascimento usaram pessoas que nasceram com SD na hora de pintar figuras angelicais e o menino Jesus. O uso destas pessoas como modelos de seres celestiais teria sido um hábito comum. Andrea Mantegna (1431-1506), que tinha um filho com Down, pintou vários quadros de madonas com o menino Jesus com as características de um portador dessa síndrome.
   Destaca-se a tela 'Virgin with a Child' exposto no Fine Arts Museum, em Boston. No século XIX, John Langdon Down (1832-1896) descreveu a síndrome em 1866, durante seu trabalho com deficientes mentais. Identificou-a como uma entidade clínica peculiar e ajudou a diferenciar essa síndrome do Hipotireoidismo Congênito. Down acreditava que esta condição era um retorno a um tipo racial primitivo, por isso, ele criou o termo 'mongolóide', seguindo a tendência da ciência na época. Apesar de o tom de seus estados ser, hoje em dia, considerado racista, o legado deixado por este médico inglês é, até hoje, fonte de referência para os estudos da SD. Seu nome foi oficialmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde em 1965.
Em 1932, Waardemberg descobriu que a SD poderia ser decorrente de uma aberração cromossômica e, dois anos depois, Adrian Bleyer informou que esta aberração poderia ser decorrente de uma trissomia. Em 1956, foi estabelecido que o número normal de pares de cromossomos era 23, sendo um par de cromossomos sexuais. Em 1959, foi descrita a presença de um cromossomo extra pelo Dr. Jerome Lejeune. Em 1960.
   Em face das discordâncias causadas pelo termo mongolismo, que era considerado ofensivo tanto por pesquisadores orientais como pelos pais dos portadores no ocidente, bem como pela delegação da Mongólia junto à Organização Mundial de Saúde, tal denominação foi excluída das publicações da OMS em 1965 e do Index Medicus em 1975. Hoje este termo é considerado arcaico e inadequado.
   A Síndrome de Down não se limita a nenhuma raça, cultura, religião, dieta, comportamento, clima ou sexo. Sua incidência é de aproximadamente l :650-700 nascidos vivos. Há dois fatores que interferem nessa incidência: a idade materna e o diagnóstico pré-natal.As pessoas que nascem com a trissomia do 21 não são doentes, nem vítimas e nem sofrem desta condição. O certo é dizer que a pessoa nasceu com ou tem SD. Geralmente, as crianças com SD nascem prematuras e com peso e altura inferiores ao normal. Elas geralmente apresentam peso encefálico diminuído, principalmente o cerebelo e o tronco cerebral, que se tornará mais evidente com o passar do tempo, com quadros bastante variáveis de deficiência mental.
  A criança portadora dessa síndrome tem facilidade em compreender o que as pessoas dizem, porém, há uma dificuldade para emitir as palavras, devido a dificuldades articulatórias.


sábado, 17 de março de 2012

Paz


Quando a benção bate à porta do teu coração, não tenha dúvidas de que pediste por ela em algum momento da tua vida.
Por vezes o que desejamos parece nunca chegar, mas há que lembrar que nem sempre sabemos pedir.
Aprende a pedir por ti, por tua harmonia, por tua alegria.
Aprende a pedir o melhor caminho, aquele onde a grama cresce farta e verde, onde a luz ilumina e faz conhecer, onde o amor acontece, florescendo por si mesmo.
Não te abandones a uma vida vazia, sem propósito.
Pede amor, pede paciência e pede compreensão.
Para que a cada momento possas crescer porque amas, possas estar em paz porque sabes o momento da espera e possas caminhar seguro porque aprendeste a arte da compreensão.
Sê fiel a tua intuição, ao teu coração e caminha...
Tudo vem a tempo àqueles que sabem pedir com amor e confiança.





sexta-feira, 16 de março de 2012

Bem e Mal Sofrer


    18- Quando o Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence", não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.
   O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa. Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: "Fui o mais forte."
   Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso. - Lacordaire. (Havre, 1863.)
  O Evangelho Segundo Espiritismo, cap V Instruções dos Espíritos 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Diante da consciência


     A vontade do Criador, na essência, é, para nós, a atitude mais elevada que somos capazes de assumir, onde estivermos, em favor de todas as criaturas.Que vem a ser, porém, essa atitude mais elevada que estamos chamados a abraçar, diante dos outros? Sem dúvida, é a execução do dever que as leis do Eterno Bem nos preceituam para a felicidade geral, conquanto o dever adquira especificações determinadas, na pauta das circunstâncias.
     Vejamos alguns dos nomes que o definem, nos lugares e condições em que somos levados a cumpri-lo :
na conduta — sinceridade;
no sentimento — limpeza;
na idéia — elevação;
na atividade — serviço;
no repouso — dignidade;
na alegria — temperança;
na dor — paciência:
no lar — devotamento;
na rua — gentileza:
na profissão — diligência;
no estudo — aplicação:
no poder — liberalidade;
na afeição — equilíbrio;
na corrigenda — misericórdia;
na ofensa — perdão;
no direito — desprendimento:
na obrigação — resgate:
na posse — abnegação:
na carência — conformidade;
na tentação — resistência;
na conversa — proveito;
no ensino •— demonstração;
no conselho — exemplo.
    Em qualquer parte ou situação, não hesites quanto à atitude mais elevada a que nos achamos intimados pelos Propósitos Divinos, diante da consciência. Para encontrá-la, basta procures realizar o melhor de ti mesmo, a benefício dos outros, porquanto, onde e quando te esqueces de servir em auxílio ao próximo, aí surpreenderás a vontade de Deus que, sustentando o Bem de Todos, nos atende ao anseio de paz e felicidade, conforme a paz e a felicidade que oferecemos a cada um.
Livro Estude e Viva de Chico Xavier e Waldo Vieira ditado pelo espirito de Emmanuel e André Luiz.

Atividades do Ceabon


  • Segunda- feira 
Estudo do Livro dos Espíritos -19:30h
Reunião mediúnica -20:30h     
  • Terça-feira 19:30h 
Estudo Sistematizado da Doutrina Espirita (ESDE)
  • Quarta-feira 19:30h
Reunião Mediúnica (fechada ao público)
  • Quinta-feira 19:30h
Atendimento fraterno
Livraria
Bazar 
Reunião Doutrinária-20h
Passe coletivo
  •  Sexta-feira 20:00h
Tratamento espiritual
Passe Individual
  • Sábado
Distribuição de verdura e legumes para pessoas cadastradas -8h
Evangelização Infanto Juvenil - 14:30h
Livraria- 19:30h
Bazar-19:30h
Reunião Doutrinária- 20h 
  • Domingo
Fechado

Obs. Nossa livraria encontra-se com promoções de livros tais como Ave Maria, Tormentos da Obsessão, Seara Bendita, A caminho da luz, A voz do silêncio, dentre outros. 
Temos também Cds, livros de estudos doutrinários como o pentateuco (5 livros da codificação) de Allan Kardec, livros de Divaldo Franco, de Chico Xavier,  livros de pensamentos, de auto-ajuda, romances espiritas de Zibia Gasparetto, Mônica de Castro, etc.
Caso queira algum livro que não tenhamos,  fazemos encomenda.
Alguma dúvida entre em contato com o ceabon@yahoo.com.br 
Que a paz de Jesus esteja conosco!

Fé e ciências - Jornal A Tarde (Coluna Religião)


Muita gente pensa não se poder vivenciar uma fé raciocinada, com base no bom senso, na ética de pregação da sua verdade, pois valores da razão não se associam aos da fé. Essa é a razão pela qual ainda vemos muitos pregadores religiosos divulgando conceitos esdrúxulos, apoiando-se em princípios que eles próprios não acreditam, mas pensam que vão conduzir pessoas a apreciarem suas considerações, por se tratarem de elementos de dissimulação, enganadores, que impressionam pelo místico, santificado. Ledo engano. A pesquisadora Elaine Ecklund concluiu e publicou no seu livro “Science vs. Religion: What scientists really think”, o resultado de uma pesquisa de quatro anos envolvendo cerca de 1,7 mil cientistas de 21 universidades norte-americanas de renome. Segundo a pesquisadora, os cientistas são mais religiosos do que se concebia, acreditando, ainda, que o ideal religioso deve ser o da transparência, da verdade, de um sentido lúcido e coerente. É fato, no entanto, que a maioria deles se descreveu como "espirituais" ou "com interesse em espiritualidade", embora não necessariamente tenham qualquer filiação religiosa. Por outro lado, ela chegou a encontrar cientistas declaradamente agnósticos (no sentido popular, um agnóstico é alguém que não acredita nem descrê - não nega a possibilidade – na existência de um Deus) que não viam problema algum em frequentar uma igreja.
Os números da pesquisadora mostram que, normalmente, os cientistas ateus já vêm de famílias ateístas, ou nas quais a religião não é importante (são pessoas que só lembram que são católicas, espíritas, por exemplo, quando o funcionário do IBGE vem fazer perguntas para o censo). Por outro lado, cientistas que têm convicções religiosas fortes costumam vir de famílias que valorizam esse aspecto da vida, e mesmo os que passaram por alguma crise de fé a viveram quando ainda não eram cientistas. Ou seja, percebemos que não é verdade que o conhecimento científico, verdadeiro leva à descrença, não. Isso, portanto, nos impele, principalmente a nós espíritas, a realmente acreditar que as “invencionices” mediúnicas ou que tais para impressionar, não guardam mais, nos dias atuais, a certeza de que o místico, a superstição são as “armadilhas” para se aprisionar fieis, ou gerar doutrinas compartilhadas entre as pessoas.
Concluo, por conseguinte, ratificando mais uma vez, o que vemos na prática, que não cabe mais no século XXI o estrambólico dos engodos como forma de convencimento, pois se até os cientistas já abaixam as suas cabeças à possibilidade de uma fé, ainda que não uma religião, porque muitos ainda acreditam que não podem associar os dois princípios de vida: ciência e religião? Vamos, então, apartarmos da ignorância, nós espíritas, não continuando na prática malsã de creditar tudo a espíritos, sua interferência, suas causas. Aprendamos a viver um Espiritismo mais consciente, verdadeiro, sem fanatismo.


José Medrado / médium.
Fundador e presidente da Cidade da Luz

quarta-feira, 14 de março de 2012

Curso de passe

Não esquecemos que no próximo domingo dia 18/03/2012 o centro espirita Ceabon estará realizando o CURSO DE PASSE, todos podem participar inclusive aqueles que já são passistas, pois será uma reciclagem. O curso é gratuito, começa as 9h, no salão doutrinário. 
O expositor será Marcos Antônio.
Contamos com a presença de todos vocês.


Obs. O centro espirita CEABON fica localizado em Mussurunga 1, setor c caminho 29 n°07 Salvador-BA. 
Qualquer dúvida entre em contato no Email ceabon@yahoo.com.br 

NOSSA VALORIZAÇÃO PESSOAL


    Valores são importantes. Autovalor, mais importante ainda. Valorizar a si mesmo é o primeiro passo para se valorizar o próximo.
    Nós, seres humanos, somos dotados de valores pessoais conquistados ao longo de nossas várias vidas.  Por valores, entenda-se tudo aquilo que ajuda no nosso progresso pessoal e coletivo.  São os nossos talentos, as nossas habilidades, nossos dons próprios.  Diante disso, a vida sempre nos oferece diversas oportunidades para expormos aquilo do que realmente somos capazes.
    Por que então, sentimos tanta dificuldade em nos arriscar para exibir o que temos de melhor?  Será medo ou insegurança?  Excesso de autocrítica e de exigência ou, simplesmente, falta de valorização pessoal?
Na maioria das vezes, nosso problema está em reconhecer que temos valor.  Há pessoas que gastam a vida inteira servindo o outro, fazendo tudo por marido, filhos, amigos, parentes, esquecendo-se de si mesmas.  Depois, vêm a insatisfação, o vazio, a sensação de que algo está faltando.  Daí surgem cobranças, frustrações e o inevitável sofrimento pela ingratidão recebida. Mas não há, realmente, ingratidão alguma.  As pessoas são do jeito que são.  Quando as acostumamos a ser sempre servidas, a ter sua vontade em primeiro lugar, a não ser contrariadas, estamos contribuindo para aumentar seu egoísmo, seu egocentrismo e sua falta de empatia para com seus companheiros de jornada.  Nem sempre, fazer tudo pelo outro é o mais saudável.  Às vezes, dizer não é o que o estimula a buscar seu próprio caminho, a crescer e reconhecer que nada se faz sozinho.
    Com tantas cobranças que fazemos a nós mesmos e que permitimos que nos façam, é natural que não enxerguemos nossas capacidades.  Estamos acostumados a esperar do outro a realização das grandes façanhas, a nos julgar impotentes diante de coisas tão grandes, tão maravilhosas, tão fantásticas, tão… tão… tão… Tão tudo de que não somos capazes.
    Mas será que realmente não somos, ou simplesmente pensamos dessa maneira?  Nossa mania de desvalorização é tão grande que nos esquecemos de que somos iguais a todo mundo, não apenas nos defeitos, mas nas virtudes também.  É fácil encontrar pessoas que nos digam que não podemos, que não sabemos, que não somos capazes.  Poucos são aqueles dispostos a realmente nos ajudar a reconhecer nossos talentos.  E mesmo assim, quando isso acontece, ou não acreditamos, ou pensamos que o outro está apenas tentando ser bonzinho.  É a nossa tendência de acreditar justamente nas coisas ruins, duvidando sempre daquelas que são boas, quando deveríamos fazer o contrário.  Acreditar no mal nos leva para baixo, ao passo que a crença no bem nos eleva e nos dá forças.  Agradeçamos àqueles que nos desvalorizam por provocar em nós a vontade de vencer.
     Para alcançarmos a valorização pessoal, precisamos, antes de mais nada, ter confiança em nós mesmos e na vida.  É bom também acreditar que podemos e merecemos realizar aquilo que é da nossa vontade.  Se não há fé em nós mesmos, tudo fica mais difícil.  Temos que acreditar nos nossos sonhos, nossos desejos.  Nossas necessidades são importantes; é preciso que reconheçamos essa importância.
    Vale a pena investir na descoberta do que somos capazes.  Às vezes, nem conseguimos enxergar nossas capacidades, porque ficamos presos na lamentação, nos queixando de tudo e de todos, reclamando da vida, de como ela é injusta e má.  Todo mundo tem sorte, menos nós.  Todos são beneficiados, menos nós.  Todos conseguem as coisas, menos nós.  Mas pode ser também que todos acreditem em si mesmos, menos nós…
    Nem sempre conseguimos enxergar isso sozinhos.  Às vezes, é preciso que algo ou alguém venha nos dar um empurrãozinho, para que desviemos o olhar do foco da lamentação e percebamos que há outras coisas, outras possibilidades. Quando algo ruim nos acontece, não conseguimos ver o bem por detrás da aparente destruição.  Ao invés de partirmos para uma nova ação, preferimos nos lamentar e nos julgar os injustiçados da vida, quando a vida está tentando nos mostrar justamente o contrário; que é justa e que as perdas acontecem para que possamos construir algo melhor.
    Quando nossa valorização está em baixa, ficamos deprimidos, com medo de enfrentar a vida.  Precisamos, por isso mesmo, de algo que brilhe dentro de nós para clarear a nossa mente e o nosso coração, afugentando nossa mania de reclamar.  As respostas aos nossos questionamentos estão em todos os lugares.  Sempre que perguntamos, a vida responde, só que da maneira dela.  Pode ser num filme, num livro, num comercial de TV ou no exemplo do outro.  As situações se repetem e estão aí para nos alertar.  Quem tiver olhos e ouvidos, conseguirá ver e ouvir.  Mas agora, se a gente preferir ficar parado na lamentação, as oportunidades passam e nada percebemos.
    Outras vezes, nós ficamos presos em algo que não é o melhor para nós porque não conseguimos enxergar as diversas possibilidades.  Queremos uma coisa de um jeito e achamos que tem que ser daquele jeito.  Não nos damos nem a oportunidade de enxergar que há outras possibilidades tão boas ou melhores do que aquela.  É a nossa teimosia.  O nosso talento, o nosso dom, pode estar voltado para alguma coisa, mas nós insistimos naquilo que não está de acordo com a nossa vocação.  Ah! eu queria ser médico, mas gosto mesmo é de animais.  Então, por que não posso ser um bom veterinário?  Por que insistir naquilo que não é o nosso talento, quando ele está, muitas vezes, tão pertinho de nós?
Faz parte do nosso crescimento enfrentar as dificuldades.  Fazemos isso porque sabemos, lá no fundo, que podemos vencê-las.  Devemos nos esforçar para enxergar os nossos valores e transpor os limites da dificuldade.  Reconhecendo nosso autovalor, estamos em condições de superar o medo, a insegurança, o orgulho, a tristeza, o ódio, transformando-os em coragem, autoconfiança, simplicidade, alegria e amor.
    Cada alma humana pode ser um cristal rutilante na vida das pessoas.  Não para iluminar os caminhos e apontar por onde elas devem seguir, mas para mostrar onde está a chama e incentivar cada um a acendê-la em seu coração para iluminar a própria consciência.  Com a consciência iluminada pelo reconhecimento do que pode ser e fazer, cada criatura encontrará, dentro de si mesma, a resposta do porquê de sua vida e a natureza de sua essência.
                     Texto de Mônica de Castro

terça-feira, 13 de março de 2012

Os Minutos de Deus


Se é imperioso reconhecer a nossa obrigação de dar a César o que é de César, somos constrangidos a observar que a experiência material reclama excessivamente da criatura. 
O homem, quando integrado em suas funções habituais, é convidado a obrigações mil cada dia. 
Preocupações, ansiedades, exigências e ilusões obscurecem a visão da alma encarnada que, pouco a pouco, quase sempre, desce devagar ao abismo largo da tristeza e do desencanto, quando não dispõe dos recursos da fé. 
Isso, contudo, acontece vulgarmente, porque raros são os homens que se lembram dos minutos de Deus, no círculo das horas. 
Não nos esqueçamos de que o poder humano, seja qual for a sua origem, procede do Eterno Pai, e, se é justo pagar os tributos que nos competem na esfera densa, quando nos envolvemos nos fluidos carnais, ninguém está impedido de libertar-se, em espírito, a fim de procurar o Senhor e fruir-lhe a bondade infinita. 
Inicia a tua obra de auto-libertação, concedendo alguns instantes ao Criador em suas criaturas e em suas edificações, cada dia, distribuindo algo de ti mesmo em amor, em generosidade, em paz, cooperação, bom ânimo e alegria e observarás que o espaço e o tempo do Senhor, em tua vida, crescerão gradativamente, exonerando-te de pesados impostos para com a experiência comum. Entrega a César o que a ele pertence, mas não olvides as obrigações que nos ligam ao alto, porque, assim, nos adiantaremos para as Celestes Moradias, confiando os nossos melhores sentimentos ao culto da fraternidade, com trabalho espontâneo a benefício dos nossos semelhantes, em toda parte. 
Ninguém permanece inibido de cultivar a verdadeira felicidade, que somente floresce e frutifica no santuário do coração. Consagramos pois,a Deus,os minutos de bondade e harmonia que devemos improvisar em Seu Nome, em favor da comunidade, dentro da qual evoluímos na luta cotidiana, e o Senhor, em sua magnanimidade imensurável, nos entregará a Eternidade com libertação imperecível. 
            Psicografia de Chico Xavier, ditado pelo espirito Emmanuel


segunda-feira, 12 de março de 2012

Perdas dos Entes Queridos


Pergunta 934. A perda dos entes queridos não é algo que nos causa dor tanto mais legítima quanto mais irreparável, e que independe de nossa vontade?
Resposta-"Essa causa de dor atinge assim o rico, como o pobre: representa uma prova, ou expiação, e comum é a lei. Tendes, porém, uma consolação em poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios que vos estão ao alcance, enquanto não dispondes de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos."
Pergunta 935. Que se deve pensar da opinião dos que consideram profanação as comunicações com o além-túmulo?
Resposta-"Não pode haver nisso profanação, quando haja recolhimento e quando a evocação seja praticada respeitosa e convenientemente. A prova de que assim é tendes no fato de que os Espíritos que vos consagram afeição acodem com prazer ao vosso chamado. Sentem-se felizes por vos lembrardes deles e por se comunicarem convosco. Haveria profanação, se isso fosse feito levianamente.”
Nota. A possibilidade de nos pormos em comunicação com os Espíritos é uma dulcíssima consolação, pois que nos proporciona meio de conversarmos com os nossos parentes e amigos, que deixaram antes de nós a Terra. Pela evocação, aproximamo-los de nós, eles vêm colocar-se ao nosso lado, nos ouvem e respondem. Cessa assim, por bem dizer, toda separação entre eles e nós. Auxiliam-nos com seus conselhos, testemunham-nos o afeto que nos guardam e a alegria que experimentam por nos lembrarmos deles. Para nós, grande satisfação é sabê-los ditosos, informar-nos, por seu intermédio, dos pormenores da nova existência a que passaram e adquirir a certeza de que um dia nos iremos a eles juntar.
Pergunta 936. Como é que as dores inconsoláveis dos que sobrevivem se refletem nos Espíritos que as causam?
Resposta-"O Espírito é sensível à lembrança e às saudades dos que lhe eram caros na Terra; mas, uma dor incessante e desarrazoada o toca penosamente, porque, nessa dor excessiva, ele vê falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao adiantamento dos que o choram e talvez à sua reunião com estes.”.
Nota. Estando o Espírito mais feliz no Espaço que na Terra, lamentar que ele tenha deixado à vida corpórea é deplorar que seja feliz. Figuremos dois amigos que se achem metidos na mesma prisão. Ambos alcançarão um dia a liberdade, mas um a obtém antes do outro. Seria caridoso que o que continuou preso se entristecesse porque o seu amigo foi libertado primeiro? Não haveria de sua parte, mais egoísmo do que afeição em querer que do seu cativeiro e do seu sofrer partilhasse o outro por igual tempo? O mesmo se dá com dois seres que se amam na Terra. O que parte primeira é o que primeiro se liberta e só nos cabe felicitá-lo, aguardando com paciência o momento em que a nosso turno também o seremos.
   Façamos ainda, a este propósito, outra comparação. Tendes um amigo que, junto de vós, se encontra em penosa situação. Sua saúde ou seus interesses exigem que vá para outro país, onde estará melhor a todos os respeitos. Deixará temporariamente de se achar ao vosso lado, mas com ele vos correspondereis sempre: a separação será apenas material. Desgostar-vos-ia o seu afastamento, embora para o bem dele?
    Pelas provas patentes, que ministra, da vida futura, da presença, em torno de nós, daqueles a quem amamos, da continuidade da afeição e da solicitude que nos dispensavam; pelas relações que nos faculta manter com eles, a Doutrina Espírita nos oferece suprema consolação, por ocasião de uma das mais legítimas dores. Com o Espiritismo, não mais solidão, não mais abandono: o homem, por muito insulado que esteja, tem sempre perto de si amigos com quem pode comunicar-se.
  Impacientemente suportamos as tribulações da vida. Tão intoleráveis nos parecem, que não compreendemos possamos sofrê-las. Entretanto, se as tivermos suportado corajosamente, se soubermos impor silêncio às nossas murmurações, felicitar-nos-emos, quando fora desta prisão terrena, como o doente que sofre se felicita, quando curado, por se haver submetido a um tratamento doloroso.

Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. 

Evangelho no lar


"Porque onde estiverem reunidos em meu nome, lá estarei presente." Jesus. (MATEUS, 18:20.)

O QUE É O EVANGELHO NO LAR?
   O Estudo do Evangelho no Lar é uma reunião em família, num determinado dia e hora da semana, para uma troca de ideias sobre os ensinamentos cristãos, em proveito do nosso próprio esclarecimento e do equilíbrio no lar.
   Não é nenhuma invenção do Espiritismo, mas uma prática ensinada pelo próprio Mestre Jesus, que se reunia com os apóstolos e seguidores na casa de Pedro, em Cafarnaum, noutras aldeias e no próprio Tiberíades, em torno dos sagrados escritos.
   Conhecido também como Culto Cristão do Lar, o estudo do Evangelho é, ao mesmo tempo, um encontro fraternal do qual participam os espíritos familiares e demais interessados no progresso moral do grupo. Outros aproveitam para se esclarecer, também como nós.
   É uma prática cristã que a Doutrina Espírita recomenda como recurso poderoso contra a obsessão, de grande alcance na limpeza e higiene espiritual do lar. É um canal de comunicação com Jesus e sintonia com os bons espíritos.
   É uma das formas mais saudáveis de fraternidade, que começa na família através do diálogo sincero e do exercício da caridade. Cada lição do Evangelho é um roteiro de luz e de bênçãos para o grupo familiar e para toda a área em que esteja instalado o lar que o pratique.

 POR QUE FAZER O EVANGELHO NO LAR?
  O Estudo do Evangelho no Lar abre as portas da nossa casa aos benefícios espirituais, da mesma forma que desentendimentos, brigas e xingamentos favorecem o assalto das sombras. Atrai os bons e afasta ou esclarece os maus espíritos.
   Conduz-nos a uma compreensão racional dos ensinamentos do Cristo, levando-nos ao esclarecimento e à aceitação de tê-los como roteiro seguro para nossas vidas. Ajuda-nos a superar as dificuldades no lar e fora dele, acendendo-nos a luz da compreensão e da paciência.
   Modifica o padrão vibratório dos nossos pensamentos e sentimentos, desanuviando as nossas mentes congestionadas das criações inferiores, agentes da enfermidade e dos desequilíbrios. Com Jesus no Lar, pelo estudo e vivência do Evangelho, tem-se a verdadeira paz.
   Com o Evangelho no Lar formamos as defesas magnéticas da nossa casa, impregnando o ambiente espiritual das energias positivas que desestimulam toda ação maléfica. É uma verdadeira segurança espiritual que passa a funcionar em benefício de todo o grupo.
   Além da ajuda que essa prática proporciona no programa espiritual de todo o grupo familiar, estende a caridade aos vizinhos e a quantos se sintam também estimulados a mudar com o nosso exemplo Quantos espíritos igualmente se beneficiam com essa fonte de luz!

 COMO FAZER DO EVANGELHO NO LAR?  
   Escolha um dia e uma hora da semana em que seja possível a presença de todos os membros da família ou da maior parte deles. Observar rigorosamente esse dia e horário para facilitar a assistência espiritual e consolidar o hábito da reunião.
   Iniciar a reunião com uma prece simples e espontânea num local da casa menos exposto às perturbações exteriores, em seguida, fazer a leitura de um trecho de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", aberto ao acaso ou previamente programado para estudo em sequência.
   Fazer comentários breves sobre o trecho lido, trocando opiniões com o grupo quanto à aplicação dos ensinamentos na vida diária, evitando discussões, críticas e julgamento de membros do grupo ou de conhecidos em função da mensagem evangélica.
   A reunião deve ser dirigida por um membro da família ou pela pessoa que tiver mais conhecimento doutrinário, que deverá estimular a participação de todos e conduzir as explicações ao nível do entendimento prático dos presentes. Podem-se fazer outras leituras afins.
   A duração deve ser de até 30 minutos, no máximo, incluindo a prece de encerramento, em que se agradecerá a assistência espiritual, lembrando a próxima reunião.
   Pode-se colocar água para ser fluidificada pelos Espíritos presentes, no transcorrer da reunião. Música suave pode contribuir para melhor ambientação, auxiliando as vibrações e preces. 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Homenagem ao dia Internacional da Mulher


  No mundo existem diversos tipos de mulheres. Existem as que curam com a força do seu amor e as que aliviam dores com a sua compaixão. Foram exemplos Irmã Dulce, na Bahia e Madre Tereza, na Índia.
 Existem mulheres que cantam o que a gente sente e as que escrevem o que a gente sente.
  Há muitas mulheres glamourosas, como o foi Lady Di e mulheres maravilhosas que deixam lições eternas, como Eunice Weaver e Madame Curie.
  Existem mulheres que fazem rir, e mulheres talentosas no Teatro, nas telas dos cinemas, nos palcos do Mundo.
  Entre tantos tipos de mulheres existem as que não são  conhecidas ou famosas. Mulheres que deixam para trás tudo o que têm, em busca de uma vida nova. Lembramos das nossas nordestinas e sua luta constante contra a adversidade, para que os filhos sobrevivam.
   Mulheres que todos os dias se encontram diante de um novo começo, que sofrem diante das injustiças das guerras e das perdas inexplicáveis, como a de um filho amado, pela tola disputa de um pedaço de terra, um território, um comando.
   Mães amorosas que, mesmo sem terem pão, dão calor e oferecem os seios secos aos filhos famintos.
   Mulheres que se submetem a duras regras para viver.
   Mulheres que se perguntam todos os dias, ante a violência de que são vítimas, qual será o seu destino, o seu amanhã.
   Mulheres que trazem escritos nos sulcos da face, todos os dias de sua vida, em multiplicadas cicatrizes do tempo.
   Todas são mulheres especiais. Todas, mulheres tão bonitas quanto qualquer estrela, porque lutam todos os dias para fazer do mundo um lugar melhor para se viver.
   Entre essas, as que pegam dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar. E quando chegam em casa, encontram um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.
   Mulheres que vão de madrugada para a fila a fim de garantir a matrícula do filho na escola.
   Mulheres empresárias que administram dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana.
   Mulheres que voltam do supermercado segurando várias sacolas, depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.
   Mulheres que levam e buscam os filhos na escola, levam os filhos para a cama, contam histórias, dão beijos e apagam a luz.
   Mulheres que lecionam em troca de um pequeno salário, que fazem serviço voluntário, que colhem uvas, que operam pacientes, que lavam a roupa, servem a mesa, cozinham o feijão e trabalham atrás de um balcão.
   Mulheres que criam filhos, sozinhas, que dão expediente de oito horas e ainda têm disposição para brincar com os pequenos e verificar se fizeram as lições da escola, antes de colocá-los na cama.
   Mulheres que arrumam os armários, colocam flores nos vasos, fecham a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantêm a geladeira cheia.
  Mulheres que sabem onde está cada coisa, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para dor de cotovelo do adolescente.
Podem se chamar Maria, Teresa, Ana ou Anita . O nome não importa. O que importa é o adjetivo: mulher.


A tarefa da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito. Tal tarefa pode ser executada no ninho doméstico, entre as paredes do lar, na empresa, na universidade, no envolvimento das ciências ou das artes.
Onde quer que se encontre a mulher, ali se deverá encontrar o amor, um raio de luz, uma pétala de flor, um aconchego, um verso, uma canção.
Com essa mensagem o Centro espirita CEABON deseja a todas as mulheres um Feliz dia da mulher.


Fonte: Equipe de Redação do Momento Espírita

8 de março Dia Internacional da mulher


PORQUE DIA 8 DE MARÇO É O DIA DA MULHER ?
As mulheres do Século XVIII eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais 
O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está intimamente ligado aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres e sociedades mais justas e igualitárias. É a partir da Revolução Industrial, em 1789, que estas reivindicações tomam maior vulto com a exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos. As operárias desta época eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais. 
Dentro deste contexto, 129 tecelãs da fábrica de tecidos Cotton, de Nova Iorque, decidiram paralisar seus trabalhos, reivindicando o direito à jornada de 10 horas. Era 8 de março de 1857, data da primeira greve norte-americana conduzida somente por mulheres. A polícia reprimiu violentamente a manifestação fazendo com que as operárias refugiassem-se dentro da fábrica. Os donos da empresa, junto com os policiais, trancaram-nas no local e atearam fogo, matando carbonizadas todas as tecelãs. 
Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque. A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem as mulheres.

Um verdadeiro homem de bem!

Vítor Suarez, meu novo herói

Para que nós, espíritas, possamos entender um pouco mais o que é evolução já sedimentada, fixada na alma. Ela não planeja, nem se explica, ela é vivida em forma de impulso natural, automático, em favor do amor ao próximo, da justiça. Ela não tem máscara, nem medo, é corajosa e não se arrepende dos prejuízos se a atitude está em consonância com os valores da alma.
Renato Argolo.

VEJAM ABAIXO MATÉRIA DA FOLHA.COM
O jovem Vítor Suarez Cunha, 21, que foi agredido após defender um mendigo no Rio de Janeiro, teve alta na tarde desta quarta-feira. Ele estava internado no Hospital Santa Maria Madalena, na zona norte do Rio.
"Não me arrependo, não fiz nada heroico. Faria isso hoje, faria isso amanhã. Quero retomar a minha vida, jogar videogame, sair com os meus amigos e estudar", disse ao deixar o Santa Maria Madalena.
Vítor deve voltar ao hospital em dez dias para tirar os pontos. Segundos os médicos a recuperação completa do jovem deve levar 90 dias.
O médico especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, Leonardo Peral, disse ontem (7) que Vítor pode ficar com sequela na movimentação do olho direito.
"O osso em volta do olho ficou esfarelado e não foi possível fixá-lo. Ele pode não conseguir olhar totalmente para cima, por exemplo. Mas só daqui três semanas, saberemos se haverá tal sequela", explicou.
No domingo (5), a vítima passou por uma complexa cirurgia para reconstrução da face. Ele recebeu 63 pinos de titânio, 8 placas e uma tela para consolidar as fraturas provocadas por socos e chutes.
Quatro suspeitos de espancar o jovem foram presos pela polícia. Segundo o delegado Deoclécio de Assis Filho, da 37ª DP (Ilha do Governador), apenas o quinto suspeito de agredir Cunha, já identificado, segue foragido. três agressores foram presos ainda no fim de semana e o quarto suspeito, Felipe Melo dos Santos, se apresentou ontem à polícia.
O grupo foi indiciado por tentativa de homicídio. Dois dos cinco suspeitos já tem passagens anteriores pela polícia por agressão e ameaça.
O crime ocorreu na madrugada de quinta-feira (2/fev/12), na praça Jerusalém, no Jardim Guanabara. Segundo o irmão de Vítor, Vinícius, 28, o estudante de desenho industrial estava com um amigo, identificado como Kleber, quando viu o grupo bater no morador de rua. Kleber correu para defender o homem e acabou sendo agredido também.

Fonte: Folha.com
Extraido do Site Bahia Espirita.

terça-feira, 6 de março de 2012

Parábola do Filho Pródigo

"Um homem tinha dois filhos. Disse o mais moço a seu pai: 
- Meu pai, dá-me a parte dos bens que me toca. E ele repartiu os seus haveres entre ambos. Poucos dias depois o filho mais moço ajuntando tudo o que era seu, partiu para um país longínquo e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.
 Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome e ele começou a passar necessidades. Então foi encostar-se a um dos cidadãos daquele país e este o mandou para seus campos a guardar porcos; ali desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. 
 Caindo, porém, em si, disse: 
Quantos jornaleiros de meu pai tem pão com fartura e eu aqui, morrendo de fome! Levantar-me-ei, irei a meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o Céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado de teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros. E levantando-se foi a seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai viu-o e teve compaixão dele, e, correndo, o abraçou e o beijou. 
 Disse-lhe o filho: Pai, pequei contra o Céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: trazei depressa a melhor roupa e vesti-lha, e pondo-lhe o anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também um novilho cevado, matai-o, comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho era morto e reviveu, estava perdido e se achou. E começaram a regozijar-se. 
 Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e, quando voltou e foi chegando a casa, ouviu a música e a dança, e chamando os criados perguntou-lhes o que era aquilo. Um deles respondeu: Chegou teu irmão e teu pai mandou matar o novilho cevado porque o recuperou com saúde. Então ele se indignou, e não queria entrar; e, sabendo disso, seu pai procurava conciliá-lo. 
 Mas ele respondeu: 
- Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; mas, quando veio este seu filho que gastou teus bens com meretrizes, tu mandaste matar o novilho mais gordo. 
Respondeu-lhe o pai: - Filho: tu sempre estás comigo, e tudo que é meu é teu; entretanto, cumpria regozijarmo-nos e alegrarmo-nos, porque este teu irmão era morto e reviveu, estava perdido e se achou". (Lucas, XV, 11-32)

Na Parábola do Filho Pródigo, Jesus Cristo deixou transparecer todo o amor de Deus, que não se limita a aguardar a volta do filho fracassado, mas, vai buscá-lo nos caminhos da vida, fazendo-o através dos seus mensageiros de amor e bondade, que tudo fazem para soerguer aqueles que desfalecem, preparando-os para novos aprendizados reedificantes, no decorrer de novas vidas com a aplicação da magnânima lei da reencarnação. Evidentemente a Parábola do Filho Pródigo é a mais consoladora, a mais bela e a mais edificante página dos Evangelhos, encerrando o duplo mérito de revelar toda a grandiosidade do amor de Deus para com Seus filhos, e destruir pela base as tão absurdas teorias das penas eternas e do pecado chamado irremissível.